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O Cerrado - Novembro/2001

Categoria: 

Ano II - Referência: Novembro de 2001
O Cerrado é o Informativo do Grupo Escoteiro Marechal Rondon - 4º DF

Editorial

            Problemas. O mundo está convivendo com tantos que nem percebemos os mais próximos. Olhamos a tristeza do povo afegão e a pujança dos americanos, ou mesmo a felicidade dos extremistas em contraponto ao choro das famílias da vítimas do atentado ao WTC - ao assistirem o vídeo em que Bin Laden confessa seu crime. O planeta tem muitos problemas... Mas começamos a olhar alto demais. Esquecemos que um mundo melhor começa dentro de cada um. Começa nas esquinas de São Paulo, nas praias do Rio de Janeiro, no trânsito de Manaus... Nossas crianças passam fome, nossos jovens estão desacreditados, os adultos sem emprego e os idosos estão abandonados. Ei, que tal resolvermos estes “detalhes” primeiro? Ainda mais porque, hoje, o mundo precisa de exemplos. Precisa aprender como aliar desenvolvimento e sustentabilidade. Mas para isso alguém precisa dar o exemplo. Que sejamos nós, brasileiros, a ensinar o mundo a ter riqueza e paz!

            Um Forte Abraço da Equipe de O Cerrado.

Fique Ligado!
  25/12 – Natal; 08/01 – 61 anos do Falecimento de Baden-Powell; 15 a 19/01 – AJURI Nacional do Mar (Bahia); 31/01 a 05 /02 de 2002 – II Fórum Social Mundial;  

Explorando a Rede!

             Tolerância. Uma palavra tão difícil de se escutar em tempos de guerra. Mas alguns só conseguem pensar nisto. O pessoal do desta página tenta, através de ações interessantes, “lutar contra o ódio e fomentar a tolerância”. Na página podemos encontrar testes sobre preconceitos ocultos, dicas de como promover a transigência, um espaço infantil (é com elas que devemos começar...), informações para professores e pais... Enfim, milhares de forma de identificar ações violentas (em todos os aspectos) e outras tantas de combatê-las. E breve eles estarão lançando uma seção sobre ações jovens. E então, o que está esperando? Acesse o sítio da tolerância e ajude este mundo a ser um lugar melhor!

www.tolerance.org

 

Os Ventiladores Não Param

Por Enos de Souza

As vozes que me chamam estão longe,

Mas as escuto dizendo para me apressar

"Pois os ventiladores não param"elas dizem.

Elas estão me guiando,

Eu ando

Ando rápido "pois os ventiladores não param".

Caminho para o redemoinho gigante, para o tornado.

Eu devo destruir o fabricador de furacões.

O vento é forte  e tenta me impedir,

Mas eu consigo passar.

As vozes param, não me alcançam.

Mas eu sei minha missão

Devo me apressar, "pois os ventiladores não param",

Sim, os ventiladores são os fabricadores,

Mas já passei por suas hélices de plástico e aço.

Ao longe avisto uma casa sem porta

Eu vejo um fio.

Desligo da tomada.

Os ventiladores param...

 SVSC 2001

Por Carolina Torres

Logo na primeira semana do mês abandonei tudo o que tinha pra fazer em Brasília, peguei um ônibus e me mandei para Faxinal do Céu. Não, eu não fui fazer faxina em lugar nenhum, fui sim representar o Grupo Interagir na III Versão do Seminário "Vem Ser Cidadão 2001". Essa desconhecida cidade fica no interior do Paraná, ganhando esse nome pelo fato de ser o lugar no estado que fica mais perto do céu e de, antigamente, existir no local uma fazenda  que se chamava Faxinal – aí, misturou-se tudo, e ficou Faxinal do Céu. Mas tudo isso, não importa muito, pois o interessante é que durante esses dias estive em contato com Protagonistas Juvenis do mundo todo e tive a oportunidade de ver o que os jovens brasileiros de hoje fazem para tornar realidade o sonho de se viver em um mundo melhor. Durante esse encontro foram realizadas oficinas de capacitação sobre o desenvolvimento de um projeto, passando por todas as suas fases.

Os escoteiros do Marechal Rondon perderam uma ótima oportunidade, principalmente nesse ano, por ser o ano internacional do voluntariado. Mas a 5º edição nos espera e no ano que vem podemos estar lá juntos, se Deus assim permitir. Sempre Alerta!

 

Jovem: Problema ou Solução?

Por Clóvis Henrique

Há muito tempo coloca-se a juventude como futuro. Sempre uma promessa, uma esperança, uma fuga. Quantas vezes a juventude foi e continua sendo apontada como um problema? Quantas pessoas vêem o jovem apenas como um beneficiário, uma coadjuvante na vida social? É exatamente disso que discordamos. Acreditamos na força transformadora da juventude e no potencial criador que pode surgir de uma parceria da sociedade com seus jovens. Ultimamente o jovem tem sido encarado apenas como um consumidor e não como parcela da população que merece e necessita de atenção especial. Essa atenção especial não é um privilégio a ser concedido aos jovens e sim uma obrigação que temos para com o futuro e o presente. O jovens merecem tratamento diferenciado pelo processo de formação de personalidade e caráter que vivem e se estimulados corretamente podem surpreender, com resultados, qualquer espectador otimista. Se somos o futuro: o futuro começa agora! Precisamos deixar de ver a juventude como uma pedra no sapato e começar a encarar jovens como parceiros em ações que podem sim transformar realidades sociais. O que precisamos é de oportunidade! Oportunidade de sonhar e transformar sonhos em realidade.

Promessa. Isso que queremos deixar de ser. Há muito que ser feito e os jovens têm essa vontade de mudar o mundo, que muitas vezes os adultos esquecem. Que tal canalizarmos a energia para o bem? Que tal deixarmos o jovem ocupar seu papel de centralidade na vida social? Só assim poderemos entender a real acepção da palavra cidadania, mas não pelo discurso das palavras e sim pelo curso dos acontecimentos.

 

Anonimato

Por Danilo Pires

Ainda me lembro quando era criança. Um dia, enquanto brincava com meus colegas no parque, atrás da escolinha, um grupo de meninos, que como nos tinha uns 06 anos, passou correndo e levou os brinquedos. Depois os brinquedos foram recuperados, mas essa cena me marcou. Um pouco mais velho, com cerca de 08 anos, um dia enquanto minha mãe foi na padaria e eu fiquei esperando dentro do carro, vi um velhinho na minha frente comendo os restos de comida que estavam dentro de um container de lixo. O que eu via doía mais forte. Talvez porque eu entendesse um pouco mais do mundo. Parecia que aquilo ia cortando dentro de mim. Já com uns 12 anos, voltando de um futebol com o pessoal da rua em que morava, um jovem roubou o meu boné e jogou para outro que estava mais na frente. A princípio eu fiquei chateado com o que aconteceu. Depois nem liguei muito, aquele boné já estava velho mesmo. Um dia eu parei para pensar. Porque uns tem tanto e outros tem tão pouco? Porque o lixo de uns é a comida para outros? Porque tanta miséria, tanta violência?  Porque uma criança não tem direito a brincar e sorrir? Acho que nesse dia me dei conta de um pouco do mundo. Queria transformar a realidade que via e não sabia por onde começar. Encontrei muitas coisas que quase fizeram deixar os meus sonhos pelo caminho. Mas havia muitas pessoas que acreditavam que o mundo podia ser melhor e que já faziam sua parte. Essas pessoas eram voluntárias, solidárias e com o tempo se tornaram amigas muito especiais... Hoje com 19 anos, faz quase dois anos que me tornei voluntário. Nesse tempo vi muitas ações que me contagiaram de felicidade. Um sorriso e um abraço apertado de uma criança num orfanato faz os seus problemas pessoas parecerem tão pequenos, que quase somem. A alegria de um idoso em te contar a suas historias, faz ver que são as coisas simples da vida que são importantes. Jovens, trabalhando com cultura e esporte, mostram que o que falta no Brasil são oportunidades. 2001 é o Ano Internacional do Voluntário. Um ano que veio para mostrar que juntos podemos mais. “Aquilo que você faz bem, pode fazer bem a alguém”. Procure o Centro de voluntário de sua cidade e faça você também a sua parte. Ou visitewww.protagonismojuvenil.org.br, o espaço do jovem voluntário e para quem quer transformar palavras em atitudes.  

Sonho que se sonha só...

Por Marcelo Xaud

Era uma vez... Todas as histórias que são contadas e recontadas através dos tempos começam assim. E por que esta deveria ser diferente? Não que tenhamos a pretensão de sermos lembrados, mas porque queremos com ela um final feliz. E esta é a história de um menininho... Certa vez, um menininho sonhou. E com o sonho veio a vontade de transformar palavras em atitudes. Mas o nosso protagonista sonhava sozinho. E desde que ele se conhecia por gente havia trabalhado em conjunto com outras pessoas, com seus amigos. Então, será que ele realmente sonhava sozinho?  Começou a ver que não. Outros sonhadores começaram a se unir ao jovem. O sonho foi tomando forma, virando realidade. Muitas pessoas viam o trabalho, mas uma parte não acreditava que ele fora feito por pequenos sonhadores. E quem se importa? Lá estava ele, o sonho, transformado em algo real. Mas isso era pouco...

As pessoas começavam a perguntar: O que vocês querem? E a magnífica idéia não mais era a resposta completa. O sonho cresceu, e não levou com ele o trabalho.  Tornara-se necessário que mais outros sonhassem. E dos mesmos “celeiros” dos primeiros, vieram mais amigos. Todos dispostos a manter trabalho e pensamento unidos, para que a resposta à pergunta sempre fosse melhor, que sempre fosse mais completa.

E o este sonho continua... Trabalhando na sensibilização e articulação do jovem quanto ao protagonismo juvenil. Informando, divulgando, auxiliando, dando suporte e criando espaços para que a juventude possa assumir o seu papel junto à construção de um mundo melhor.

            Isso porque “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade...”  

Manual de Instruções: Como Fazer Quase Tudo.

Como Prever o Tempo.

            Geralmente em uma atividade é importante saber sobre as mudanças no tempo. Assistir a uma previsão de especialistas ajuda bastante, mas a natureza global do trabalho faz com que uma chuva prevista caia em uma cidade e em outra não. Então, estar preparado para prever mudanças ao decorrer do dia pode salvar as roupas do seu varal. Vão algumas dicas:
 Ø       Informe-se sempre com um morador experiente da região. Ele, sem dúvida, conhece bem cada detalhe do clima do local;
Ø       Observe o vento.  Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a mudança de um vento norte ou noroeste para um vento sul indica que pode chover e, no inverno, esfriar em um ou dois dias. Ainda nas mesmas regiões, o vento noroeste pode trazer umidade e calor no verão; Ø       Dê uma olhadinha nas nuvens. Nuvens brancas ralas e esparsas: clima agradável; Nuvens escuras, baixas e densas: chuva; Escuras e deslocando-se rápido: tempestade; Ø       Acorde mais cedo ou observe o pôr-do-sol. Se o céu estiver avermelhado ao amanhecer, prenúncio de tempo instável. Se a vermelhidão for à noite, o clima no dia seguinte promete ser agradável. Ø       Faça uma pequena fogueira. A forma da coluna de fumaça indica a movimentação do ar. Se a coluna de fumaça subir numa coluna delgada e fina, o tempo deve permanecer agradável. Se subir pouco, desfazendo-se rapidamente, pode vir um temporal. Mas isso tudo é paleativo! O importante mesmo é estar preparado. Sempre Alerta! Faça chuva ou faça sol!  
Pensar enlouquece... Pense!
  “Ceticismo é a castidade do intelecto.”

George Santayana

  “Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer, para mim, dividir um planeta e uma época com você”.

Carl Sagan

 

“Qual pode ser o direito que se atribuem os homens para trucidar os seus semelhantes? ”

Cesare Beccaria

 

Ruim de dar dó!

E continuando nosso papo com o matuto do Interior de Minas, reunimos mais regrinhas básicas. Confira: 1.       Se estiver com fome coma PÃO DJI QUEJJ. Ex.: dois PÃO DJI QUEJJ e duas CÊIRVEJJ. 2.       Na falta de vocabulário específico utilizar a palavra TREM que serve prá tudo, exceto como meio de transporte ferroviário. Neste caso, é TROÇO. 3.       Se aprovar alguma coisa solte um sonoro MAIS QUI BELÊZZ! 4.       Se não estiver certo de comparecer, diga simplesmente CONFÓFÔ EU VÔ, que quer dizer: conforme for, eu vou. 5.       Se o motivo da dúvida for algo que você tem que fazer, explique: "Vou fazer um NIGUCIM e volto logo". 6.       Usar sempre duas negativas prá deixar claro que você não sabe do que está falando "NUM sei NÃO". 7.       Use sempre o diminutivo INN, tipo PIQUINININN, LUGARZINN, BOLINN, MINEIRINN... 8.       REDÁ: Mesma coisa de RASTÁ. Ex.: JUDA REDÁ ESS TREM AQUI Ó... 9.       Se alguém der cinco, supere e diga, DÔSSÊIS PROSSÊIS 10.   E quando você fica impressionado com alguma coisa, você exclama: NU !!

Você é capaz?

Resposta do último desafio: Bom, de 505 copos usados, saem 56 novos e sobra 01 velho. Caso estes 56 sejam usados, deles poderão sair outros 06 copos novos, sobrando mais 02 usados. Destes 06 não pode sair mais nenhum... Opa, e aqueles 03 que sobram nas outras etapas da reciclagem? Assim teríamos 09 copos velhos e eles dariam mais 01 copo novo. Portanto seriam 56 + 6 + 1 = 63 copos. Nesta edição o desafio é sobre esportes, confira:
Na decisão do campeonato de futebol regional, os dois finalistas travam uma batalha dentro e fora de campo. As duas torcidas fazem um belo espetáculo. Na primeira partida, vitória do time verde por 2 a 0. O campeonato foi todo disputado pelo sistema de pontos corridos (quem tiver mais ponto, leva a taça!) e a situação atual é a seguinte: 1º Colocado – Time Verde – 68 pontos; 2º Colocado – Time Preto – 65 pontos. Cada vitória vale 3 pontos.Mas o saldo de “gols” é o primeiro item de desempate. Leitor, agora responda rápido! Quantos “gols” deve fazer o Time Preto (saldo 08) para conquistar o título em cima do Time Verde (saldo 11)?

 Respostas na próxima edição.

Erratas

       Nesta edição, foram encontrados muitos erros de digitação. A maioria era simples, e não alterava o entendimento do texto. Mas, uma revisão mais primorosa evitaria esses “errinhos”. Pedimos desculpas aos leitores de “O Cerrado” e faremos de tudo para que esses erros não se repitam.  

Equipe de O Cerrado:

Ramo Escoteiro – Carolina Torres. Ramo Sênior – Paula Barreira. Ramo Pioneiro – Clóvis Henrique, Danilo Pires e Enos de Souza. Colaboradores – Jefferson Matos, Marcelo Xaud e Thiara Torres.

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