O Cerrado - Abril/2000

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Ano: XXII - Número: 02 Ref.: Abril/2000
==================================================== O Cerrado é o jornal do Grupo Escoteiro Marechal Rondon - 4o. DF. ==================================================== ---------------------------------------------------------------------- Trazemos nessa edição: * Editorial * Fique ligado! * Manual de Instruções * Um pouco sobre: Marechal Rondon * Explorando a Rede * Breve reflexão sobre os 500 anos * Você é capaz? * Todo mundo tem dúvida, inclusive você! - O que é Krakatoa * Ruim de dar dó! * Pensar enlouquece... Pense! * Responsáveis pela edição ............................ Editorial ............................ Em nossa presente edição, estamos trazendo matérias que interessam a todos. São destaques: a que fala sobre quem foi Marechal Rondon e a que explica o significado do termo Krakatoa. Não deixando de fora a reflexão sobre o "aniversário" de nossa querida Pátria. Boa Leitura! E um Forte Abraço da equipe de O Cerrado. ............................ Fique ligado! ............................ Confira a programação do mês de Abril: 21/04 – 40º Aniversário de Brasília 23/04 – Dia Mundial do Escoteiro 29,30/04 e 01/05 – Krakatoa ........................................................ Manual de instruções... Como fazer (quase) tudo! ........................................................ Substituto da pasta de dente Os ramos novos da aoreira vermelha (schinus terebenthifolius) servem para branquear e limpar os dentes, usados como se fosse uma escova. O sal de mesa e o bicarbonato de sódio, são também eficientes. Podem ser passados com o dedo limpo, ou com uma escova improvisada: mastigue uma das extremidades de um pequeno galho verde até ficar polpudo. ................................................................... Um pouco sobre: Marechal Rondon ................................................................... O marechal Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu, em família de modesto fazendeiro, a 05 de maio de 1865 em Mimoso, lugarejo perto de Cuiabá, no Estado de Mato Grosso. Ao contrário do que é freqüentemente afirmado, e talvez sugiram suas fotografias de tempos de velhice, não é filho de índios. Tinha, é verdade, algum sangue indígena por parte das bisavós paterna (guaná) e materna (borôro e terena). Tomou o caminho usual, na época, para os filhos de famílias pobres que desejavam educação de terceiro grau: foi para o Rio de Janeiro para ingressar na Escola Militar. Autêntico bandeirante do Século XX, faleceu em 19 de janeiro de 1958 (e portanto aos 93 anos) e foi um dos pioneiros das comunicações no Brasil, no seu mais amplo sentido de integração nacional. O seu primeiro título foi de professor primário. E o talento era tamanho que este foi reconhecido por Benjamin Constant que o nomeou professor assistente na Escola Militar em 1891. Esse parecia ser seu caminho natural. Contudo, Gomes Carneiro, chefe da Comissão de Construção de Linhas Telegráficas, convenceu-o a largar o ensino, e estudos, e ir para o sertão dedicar-se ao trabalho de colocação e manutenção dessas linhas e estações (Ligando Cuiabá ao norte do país e ao Paraguai e Bolívia). Nesse serviço, Rondon ficou até cerca de 1920 . Depois dessa época dedicou-se a outros serviços de natureza militar-diplomática, como inspeção de fronteiras, e nunca mais voltou a lecionar. Usando seus conhecimentos adquiridos na formação como professor interino de Astronomia, de Mecânica Racional e de Matemática Superior, fez medidas e cálculos astronômicos que permitiram determinar a latitude e longitude de mais de 200 localidades do até então desconhecido norte do país. Além da catalogação de cerca de 20.000 novos exemplares da fauna e flora nacionais; 15 novos rios figurando nos mapas brasileiros; 7.000km de linhas telegráficas em plena Amazônia; estudos dos usos e costumes dos habitantes dos lugares percorridos. São esses os resultados das expedições de Rondon ao interior do Brasil, as quais totalizaram, aproximadamente, 35.000 km de rios e trilhas, o que conferiu ao insigne chefe militar a condição de explorador que penetrou mais extensamente em terras tropicais, reconhecido inclusive pela Sociedade Geográfica de Nova Iorque. ==================================================== Para saber mais: Esther de Viveiros- Rondon conta sua vida. Livraria S. José, RJ, 1958 ==================================================== ....................................... Explorando a Rede ....................................... Você conhece a “home page” da Organização Mundial do Escotismo? Aqui vai o endereço: http://www.scouts.org ................................................................ Breve reflexão sobre os 500 anos ................................................................ Muito se fala ultimamente na Festa dos 500 anos do Descobrimento  do Brasil. Podemos iniciar nossa reflexão pela palavra festa. Recorrendo ao Aurélio encontraremos no verbete festa: “1. Reunião alegre para fim de divertimento”. Será que antes de fazer festa não seria melhor nós comemorarmos? Comemorar significa trazer à memória juntos. Para fazermos festa, ou seja, nos alegrarmos com os 500 anos é preciso antes de mais nada trazer à memória todas as glórias e todos os momentos de tristeza que ocorreram nesse tempo. Não queremos cansar os senhores, então deixaremos a cargo de vocês essa tarefa tão importante para que se faça festa. 500 anos. Para quem? Com certeza para Cabral essa quantia está correta, mas será que Duarte Pacheco Pereira concordaria com essa conta? Além desse navegador que esteve aqui antes de Cabral, as várias nações que viviam aqui certamente questionariam os “500” de nossa “Festa”. A ciência também pode contribuir para nossa reflexão. Há documentação de que cientistas já encontraram fósseis humanos em território nacional com até 48000 anos. Talvez fosse prudente acrescentar “alguns” zeros à idade de nosso país. Descobrimento? Será? Portugal, 6 anos antes, já havia assinado o Tratado de Tordesilhas. Esse ato diplomático com toda certeza não foi desprovido de intenções. “Tomar posse do local!” Talvez essa tenha sido a ordem direcionada à Cabral. Na época de Cabral não havia povo brasileiro e nem território. Esses só vieram a se configurar anos após o desembarque da esquadra comandada por Cabral. Como descobrir o que não existe? Finalizaremos por aqui esta breve reflexão e esperamos que vocês, caros leitores, não façam festa desprovida de comemoração. .................................. Você é capaz? .................................. Resposta do desafio da edição passada: x é o número de carros com 4 rodas cada 52 - x é o número de motos com duas rodas cada 4(x) + 2 (52 - x) = 134 4x + 104 - 2x  = 134 2x = 134 - 104 x = 15 52 – 15 = 37 estavam estacionados 15 automóveis 37 motos Ajude o Joãozinho neste novo desafio: Coloque apenas sinais de soma e subtração entre alguns dos números do lado esquerdo da equação, de modo que ela se torne verdadeira. Use ao todo setes sinais, nem mais nem menos.
123456789 = 100
Traremos a resposta na próxima edição. ........................................................................... Todo mundo tem dúvida, inclusive você! O que é Krakatoa. ........................................................................... O acampamento anual do Grupo Escoteiro Marechal Rondon é chamado de Krakatoa. Mas, você sabe o porquê? O Krakatoa (ou Krakatau, na língua indonésia) era um antiga ilha/vulcão, situada numa região conhecida como “Estreito de Sunda”, entre as ilhas da Sumatra e Java. Era conhecido, e temido, pelos povos da região desde o século XVI. E isso não sem motivos. O Krakatoa tinha dois mil metros de altura e sua cratera (ou caldeira) possuía um raio de nove quilômetros! Quando, em vinte e seis de janeiro de 1883, esse gigante despertou, reduzindo seu tamanho a ¾ do original, matou 36.417 pessoas (a maioria afogada e em ilhas vizinhas, em virtude de ondas de mais de quarenta metros!) e destruiu 165 vilarejos nas proximidades.  Essa erupção é tida como a maior e mais destrutiva já registrada (os cientistas estimam que o poder desta explosão foi 21.547,6 vezes maior que o de uma bomba atômica). E porque tanta potência destrutiva dá nome ao nosso acampamento anual? – “Durante um acampamento de grupo na Escola Fazendária, os lobinhos tiveram como tema de atividades aquele vulcão. Numa cerimônia de Fogo de conselho, a então Akelá Isabela distribuiu pequenos saquinhos de cinzas. Estes pequenos presentes representavam o Krakatoa como expressão da natureza. A partir daí, damos esse nome a todos os acampamentos de Grupo.”  - informou o chefe Maia. Para finalizar este texto informativo, nós lembramos a vocês, caros leitores, que o Krakatoa é uma das maravilhas naturais do mundo moderno ao lado, por exemplo, das Cataratas do Iguaçu. .................................. Ruim de dar dó! .................................. - O que é um pontinho rosa no armário? Resposta: Um "cupink". - O que é um pontinho vermelho no castelo? Resposta: Pimenta do reino. ................................................... Pensar enlouquece... Pense! ................................................... Joãozinho (aquele escoteiro) contava ao irmão o que estudava na escola: ‘- Estudamos história, matemática e ciência.’ E o irmão lhe perguntava: - ‘Para que tanto estudar?’ E Joãozinho respondia ao irmão: ‘Para chegar a saber que o saber não tem fim.’ ...................................................... Responsáveis por essa edição: ...................................................... Clóvis Souza – Pioneiro Danilo Pires – Sênior Gustavo Carvalho – Sênior Marcelo Xaud – Pioneiro

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